A simpatia e a acolhida calorosa dos brasileiros sem dúvida foram pontos importantes para que o jovem francês Achile Domens escolhesse a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para desenvolver os estudos em Engenharia Nuclear. Ele era mais um dos mais de 70 estudantes que estavam presentes no Welcome Day, evento promovido pela Superintendência-Geral de Relações Internacionais (SGRI) que acontece todos os anos, antes do início do período letivo, para dar boas-vindas aos novos alunos da Universidade vindos de diferentes partes do mundo. A recepção ocorreu na manhã de sexta-feira,6/3, no Centro de Ciências da Matemática e da Natureza (CCMN).
Alemanha, Argentina, Benin, Canadá, Colômbia, França, Espanha, Finlândia, Itália, Noruega, Países Baixos, Polônia, Portugal, Rússia, Suriname e tantos outros países contaram com representantes no Welcome Day. Segundo o francês Achile Domens, que veio de Bordeaux, região no sudoeste da França, o contato com amigos brasileiros que estudavam no país natal e o estímulo da namorada brasileira foram importantes, mas o desenvolvimento científico brasileiro foi crucial para escolher o país para aperfeiçoamento da carreira de engenheiro.
A excelência da educação brasileira também motivou estudantes de países vizinhos ou mais distantes. A estudante de Medicina Jill Stephanie Morsen é a primeira representante do Suriname a ingressar na UFRJ. “Vim por causa do ensino. Estou no Brasil em um desafio, pois não tenho nem parentes nem amigos por aqui, mas espero fazer em breve muitos deles”, disse com simpatia. Do Benin, também para cursar Medicina, veio Romulus Kedote, que já está há um ano no Brasil e também enaltece a formação educacional do país na área da saúde.
Para a superintendente de Relações Internacionais, Andrea Belfort Duarte, esse é um momento enriquecedor para a UFRJ e para esses estudantes que aqui estão, seja para um curto ou longo período de permanência, em decorrência do intercâmbio de conhecimentos de outras culturas e de outros países. “Eles chegam de universidades que também são de ponta, mas o contato vai além da troca de conhecimentos científicos, pois há uma troca cultural e linguística. Esse contato com pessoas dentro e fora da Universidade no cotidiano faz com que todos saiam ganhando. É uma forma de a UFRJ extrapolar não só a sua missão científica, mas também social com essa mistura de povos para compreensão mútua e de paz em nosso mundo”, disse.
O reitor Roberto Medronho esteve na abertura do evento ao lado da vice-reitora Cássia Turcci. Ele destacou justamente a importância da união entre os povos, de um olhar acolhedor para a paz entre as nações, mostrando simpatia e conhecimento ao tratar dos países de cada um dos estudantes. “Quão diverso é este mundo belo em que vivemos e como isso é fantástico para todos nós. Temos culturas e histórias distintas de países que agora se encontram na UFRJ. Aproveitem essa troca e não percam essa oportunidade de se conhecerem mais. Não só compartilhar adaptações à cultura brasileira, mas viver lições de tolerância religiosa, sexual e de concepção do mundo. É um crescimento pessoal ser tolerante e estar disposto a ouvir o outro”, afirmou.
A vice-reitora, Cassia Turci, destacou que os estudantes terão a oportunidade de conviver com muitas áreas do conhecimento, pois a UFRJ oferece 176 cursos de graduação em diferentes campi. “Essa experiência acadêmica é muito importante e a convivência com diferentes culturas é crucial para o crescimento pessoal. Os estudantes da UFRJ não são apenas do Rio de Janeiro, mas de outros estados do Brasil. Isso deve ser aproveitado ao máximo, porque é muito enriquecedor”, disse.
Os estudantes receberam as boas-vindas de representantes de algumas unidades (Belas Artes, Ciências Contábeis, Economia, Arquitetura, Matemática, Politécnica, Física, História e Ciências Sociais), decanias da UFRJ e comissões estudantis, como, por exemplo, a Interpoli, que está sempre presente nos eventos de recepção de estrangeiros. Em suma, em discursos que se alternavam ora em português, ora em inglês, todos traziam o recado de que os integrantes da comunidade acadêmica estavam dispostos a contribuir de alguma forma para que a estada deles no Rio de Janeiro e na UFRJ fosse espetacular.





